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Hello, World! Iniciando no mundo do desenvolvimento

Como meu post inicial aqui, nada mais lógico do que começar com um clássico “Hello, World”. Para quem não sabe, sempre que alguém inicia o aprendizado de uma nova linguagem de programação, é tradição começar escrevendo um programa que apenas diga “Olá, Mundo”. Há quem diga que nunca irá aprender a linguagem de fato se pular essa parte “fundamental” do aprendizado. Superstições à parte, esse post não irá ensinar nenhuma nova linguagem de programação, nem mostrar algum trecho de código ou algoritmo; o objetivo é realmente uma pequena introdução sobre a área e algumas dicas que possam ajudar alguém que esteja iniciando essa jornada.


Seja autodidata

Procure aprender coisas por si próprio. Não caia na ilusão de que somente gênios conseguem aprender sozinhos. É possível sim aprender por conta própria. E qualquer um pode. Esta habilidade está mais relacionada a como você lida com o aprendizado do que com sua possível capacidade de aprendizagem.

Você irá encontrar diversas postagens e materiais dando dicas de como desenvolver esta habilidade. Basicamente, elas se resumem à traçar cronogramas, estabelecer metas, manter horários e períodos de foco…

Portanto, procure se organizar para que consiga cumprir essas metas. Não precisa ser nada ousado, mas pequenas metas, mantendo uma rotina nesse aprendizado, certamente irão trazer frutos lá na frente. Utilize técnicas de gerenciamento de tempo, como Pomodoro¹, para auxiliar nesse processo (talvez isso possa render um post exclusivo no futuro, dada a importância desse assunto).

¹https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A9cnica_pomodoro

Tenha um mentor

Durante qualquer processo de aprendizagem, é fundamental o apoio/ajuda de alguém mais experiente. E, na programação, não é diferente. Não tenha o mentor como a pessoa que está lá pra te salvar sempre que tu tiver dificuldade mas, sim, àquele que possa te indicar o caminho, alguns atalhos e te dar um norte a seguir.

Ao longo da minha carreira como desenvolvedor, diversas pessoas foram fundamentais para o meu crescimento profissional. Não tenha medo em pedir ajuda mas, mais fundamental que isso, tente, falhe, e tente novamente. O crescimento só acontece após muitas falhas, e você deve entender que elas fazem parte do processo de aprendizagem.

Saber TUDO é ilusão!

Esqueça essa ideia de que precisa saber tudo pra ser bom em algo. Geralmente, idealizamos o desconhecido e passamos a acreditar que aquilo que não sabemos é complexo. Na maioria das vezes, isso pode ser mais simples do que parece.

Procure criar uma boa base na área que deseja atuar pois, a partir daí, qualquer novo aprendizado será facilmente alcançado. De nada adianta querer sair programando orientado a objetos se não sabe nem o que uma variável é. 

Baby steps é o caminho. Avance aos poucos. Crie bagagem. Construa sua base em programação (ou em qualquer área que deseja) e, após isso, procure se aprofundar em algum tema específico do seu interesse. Não deixe lacunas sem serem preenchidas; pular etapas só lhe fará ter que voltar e irá acabar lhe frustrando.

Consumir informação é INÚTIL!

Não me entenda errado. Informação é imprescindível. Agora, pense na melhor aula/palestra que teve na sua vida. O quanto você lembra dela? Quanto do conteúdo passado ainda se faz presente em sua memória? Provavelmente, bem pouco. E isso não tem a ver com você ser bom ou não em guardar informação mas, sim, no quanto você aplica dessa informação.

Consumir informação apenas por consumir pode acabar virando perda de tempo. Você precisa provar para o seu cérebro que esse conteúdo é importante e, dessa forma, vai conseguir absorver muito mais informação. Mas como fazer isso?

Há poucos anos me aventurei a lecionar em uma Universidade. Algumas disciplinas que me foram dadas eram disciplinas que eu nunca tive muita afinidade durante a graduação. Portanto, tive que revisitar muitos conteúdos que não fazia ideia de que tinha estudado. Mas, logo que iniciei a preparação das aulas, fiquei surpreso o quanto havia aprendido de conteúdos que eu mal tinha entendido no passado. 

Claro que a experiência na área colabora. Mas, sem dúvida, o fato de ter que organizar as ideias para poder explicar/ensinar outras pessoas fez toda a diferença. Eu precisava revisar, fazer anotações, formular ideias, montar todo um processo na minha mente para que, posteriormente, pudesse repassar aos meus alunos. A ideia de postar conteúdo no formato de blog, em pleno 2018, passa muito por isso. Compartilhar conhecimento é ótimo mas, além disso, esse processo faz com que nosso cérebro acredite quando dizemos a ele que o conteúdo é importante e, somente assim, conseguimos absorver muito mais conhecimento.

Isso não quer dizer que precise lecionar. Pode partir de uma simples troca de conhecimento com algum colega/amigo, explicar algo que aprendeu recentemente, escrever posts em um blog ou mesmo fazer algumas anotações em um caderno. Qualquer maneira de organizar as ideias do que aprendeu será suficiente para fixar muito mais desse conhecimento adquirido.

Conclusão

A jornada de um desenvolvedor pode não ser fácil (assim como em diversas outras áreas) mas, certamente,  exigirá muito autoconhecimento para que sua evolução seja bem construída. Curiosidade e paixão por desafios certamente são um diferencial e irão alavancar seu crescimento. Mas, cuidado para não querer “abraçar o mundo” e acabar não conseguindo fazer nada.

Inicie aos poucos, trace metas, crie uma rotina, por menor que seja, como ler um post por dia; geralmente você não vai ficar em apenas um post mas, mesmo nos dias menos interessantes, ainda manterá esse hábito.

Desafie-se. O mundo é daqueles que melhor se adaptam às mudanças.

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